Fintechs somam 2.048 empresas no Brasil e entram em ciclo focado em governança
Após salto de 77% na base de negócios e alta de 68% no crédito, setor encara aperto regulatório do Banco Central e busca de eficiência operacional.

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O setor de tecnologia financeira no Brasil atingiu a marca de 2.048 fintechs ativas em 2025, um aumento de 77% na comparação com as 1.158 companhias contabilizadas em 2020, segundo levantamento da A S Partners. Em paralelo, a concessão de crédito por essas empresas avançou 68% em 2025 ante o ano anterior, conforme análise conduzida em conjunto pela PwC e pela Associação Brasileira de Crédito Digital. Apesar da expansão volumétrica, o mercado inicia uma fase voltada a controles internos, gestão de risco e sustentabilidade financeira.
Exigências regulatórias e aperto de governança
O avanço de diretrizes estabelecidas pelo Banco Central, incluindo as normas voltadas a Banking as a Service (BaaS), alterou as obrigações para participantes do sistema e instituições de pagamento. A adequação a regras mais rígidas impõe reforço em estruturas de segurança, auditoria e responsabilização jurídica, tornando a conformidade um requisito indispensável para a manutenção das operações no país.
O movimento pressiona as empresas a ajustarem rotinas operacionais para além do ritmo de atração de clientes. O momento exige capacidade de resposta a ciclos econômicos e disciplina na alocação de recursos, fazendo com que o crescimento dependa de rentabilidade consistente e integração com o sistema financeiro tradicional.
Autofinanciamento e avanço de inteligência artificial
A forma de financiar as operações e as prioridades tecnológicas também mostram redirecionamento. Em 2024, 46% das fintechs utilizavam capital próprio como fonte principal de recursos, proporção que avançou para 51% na pesquisa de 2025 apurada pela PwC. Já o plano de investimento em inteligência artificial para os dois anos subsequentes foi citado por 96% das companhias na amostra mais recente.
Para manter a relevância comercial e garantir ganho de produtividade, as empresas do ecossistema dividem-se entre frentes de especialização em nichos específicos, automação de fluxos para contenção de despesas e celebração de parcerias estratégicas com grandes instituições financeiras.