Terça-feira, 20 de outubro de 2026
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Celcoin compra a VERT Capital e entra no mercado de capitais

Infratech de serviços financeiros amplia atuação para securitização e gestão de fundos; VERT tem R$ 97 bilhões em ativos sob administração.

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Redação 4 de setembro de 2026, 06h103 min de leitura
Celcoin compra a VERT Capital e entra no mercado de capitais

Imagem ilustrativa — banco de imagens de domínio público

A Celcoin comprou a VERT Capital em uma transação que expande sua atuação para o mercado de capitais e embasa a meta de atingir R$ 800 milhões em receita recorrente anual já em 2026. O valor desembolsado pela infratech de serviços financeiros não foi divulgado. A operação prevê aportes de R$ 500 milhões ao longo dos próximos três anos, montante do qual R$ 200 milhões serão aplicados exclusivamente na área tecnológica.

Com a compra, a companhia passa a atuar em frentes como securitização, estruturação, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados. O negócio coloca a organização em concorrência direta com nomes estabelecidos do segmento de infraestrutura de capitais, a exemplo de QI Tech, Vórtx e Kanastra.

Complemento na esteira de crédito

O movimento preenche etapas posteriores da cadeia em que a Celcoin operava. Até a conclusão da compra, o braço de crédito da empresa se limitava a originação, formalização e processamento operacional de contratos, divisão que movimenta mais de R$ 1 bilhão por mês e atende centenas de clientes corporativos. A integração da VERT complementa o ciclo financeiro, permitindo cobrir as fases seguintes da estruturação.

Construímos a Celcoin acreditando que a infraestrutura financeira precisava ser cada vez mais aberta, tecnológica e acessível. A chegada da VERT representa um novo capítulo dessa estratégia.

A declaração do presidente-executivo da Celcoin, Marcelo França, aponta para a ampliação do portfólio oferecido à base da companhia, formada por mais de 800 clientes corporativos. As operações da securitizadora e da gestora de recursos da VERT já foram absorvidas, mas a transferência do controle da Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) ainda está sujeita à aprovação regulatória do Banco Central.

Tamanho da operação absorvida

Criada há dez anos, a VERT Capital soma cerca de R$ 97 bilhões em ativos sob administração e acumula R$ 142 bilhões emitidos no histórico de suas operações. A prestadora de serviços estruturados emprega por volta de 240 profissionais e contabiliza participação em mais de 490 emissões financeiras, compreendendo fundos do agronegócio (FIAGRO), imobiliários (FII), direitos creditórios (FIDCs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), do Agronegócio (CRAs) e debêntures.

A companhia também desenvolve projetos de tokenização de ativos e gerencia mais de R$ 16 bilhões alocados em FIDCs por meio de sua licença de DTVM, estabelecida em 2024. A governança do negócio preservará autonomia na prestação dos serviços já contratados pelo mercado.

A VERT construiu sua trajetória combinando excelência técnica, autonomia e um relacionamento muito próximo dos clientes. As soluções continuarão sendo oferecidas de forma modular e independente. Como parte da Celcoin, ganharemos capacidade de investimento para acelerar tecnologia, inovação, segurança e crescimento.

Sétima aquisição em quatro anos

A transação com a VERT marca o sétimo negócio fechado pela Celcoin desde o início de 2022. O ciclo começou com a compra da plataforma de cobrança recorrente Galax Pay, seguida pela aquisição da Flow Finance, focada em infraestrutura de crédito, e da Finansystech, especialista em soluções para Open Finance negociada por R$ 85 milhões.

Nos anos seguintes, o grupo incorporou a regtech Regulatório+, a empresa de cobrança e gestão CobranSaaS e, em novembro do ano passado, a Vulkan Labs, detentora de motor de decisão de risco com inteligência artificial, negócio com o qual projetava dobrar sua vertical de crédito. A sequência de aquisições é impulsionada pelos recursos captados em junho de 2024, quando a Celcoin levantou R$ 650 milhões em rodada liderada pela gestora norte-americana Summit Partners, com participação da Innova Capital. Naquele mesmo ano, a companhia montou uma área dedicada a fusões e aquisições sob o comando de Sérgio Meirelles, executivo com passagens por iFood e Citi.

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