Domingo, 6 de setembro de 2026
Investimentos

Após captação recorde, fundo do BTG compra três galpões por R$ 918,5 milhões

Depois de realizar a maior captação da história de um fundo de tijolo, levantando R$ 1,8 bilhão, o BTG Pactual Logística Fundo de Investimento Imobiliário (BTLG11) fechou uma de suas maiores aquisiçõe

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Redação6 de setembro de 2026, 04h312 min de leitura
Após captação recorde, fundo do BTG compra três galpões por R$ 918,5 milhões

Imagem: Radar Startups

Depois de realizar a maior captação da história de um fundo de tijolo, levantando R$ 1,8 bilhão, o BTG Pactual Logística Fundo de Investimento Imobiliário (BTLG11) fechou uma de suas maiores aquisições.

O fundo anunciou na quinta-feira à noite, 3 de setembro, que celebrou um memorando de entendimentos não vinculante para a compra de três galpões de alto padrão, hoje pertencentes ao portfólio da Capitânia Investimentos, por R$ 918,5 milhões.

Os três ativos somam cerca de 182,5 mil m² de área bruta locável e estão locados para Amazon e Mercado Livre. Um deles, em São Bernardo do Campo (SP), já está em operação e ocupado pelo Mercado Livre. Os outros dois ainda estão em desenvolvimento, no modelo built-to-suit, com entrega prevista em até seis meses: um em Jacareí (SP), também para o Mercado Livre, e outro em São José dos Pinhais (PR), destinado à Amazon.

A estrutura de pagamento prevê 70% do valor à vista e os 30% restantes corrigidos por IPCA mais 6% ao ano, em até 12 meses após o fechamento da transação ou a entrega dos ativos em obras. Segundo o BTLG11, o negócio traz um cap rate de aproximadamente 9,0% e yield médio estimado em 12,6% para os próximos 24 meses.

A compra reforça a aposta do fundo na logística de última milha, num momento em que o setor vive vacância historicamente baixa, com São Paulo registrando 6,4% em abril. Mercado Livre, Amazon e Shopee juntos ocupam cerca de 38% dos galpões do país. Em agosto, o BTLG11 já havia adquirido outro galpão, na região de Guarulhos, por R$ 375 milhões.

Do lado da Capitânia, a venda encerra o segundo ciclo de desinvestimento do CPLG11, fundo que detinha os ativos. Em pouco menos de três anos, esse fundo já alienou sete imóveis, somando R$ 1,7 bilhão em desinvestimentos e R$ 223,1 milhões em ganho de capital.

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