Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
Inteligência Artificial

Virgínia impõe freio a data centers e cria força-tarefa voltada a riscos de IA

Ordem executiva barra sigilo de autoridades, revê geração de energia de emergência e mira alta nos custos da conta de luz para moradores.

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Redação 18 de setembro de 2026, 17h002 min de leitura
Virgínia impõe freio a data centers e cria força-tarefa voltada a riscos de IA

Imagem ilustrativa

A governadora da Virgínia, Abigail Spanberger, assinou uma ordem executiva para ampliar a participação das comunidades locais nas decisões sobre a expansão de data centers e conter o ritmo de aprovação de novos empreendimentos. O estado norte-americano abriga a maior concentração mundial desse tipo de infraestrutura.

A Ordem Executiva 22 proíbe integrantes do Poder Executivo estadual de firmarem acordos de confidencialidade vinculados a projetos de data centers. O texto determina ainda a criação acelerada de normas sobre ruído e exige uma revisão ampla das estruturas de geração de energia de emergência empregadas pelas instalações.

O decreto também cria uma força-tarefa dedicada à inteligência artificial. O grupo de trabalho vai avaliar alternativas para mitigar riscos à população do estado, como a perda de postos de trabalho e falhas de privacidade de dados, além de analisar a aplicação da legislação vigente diante de eventuais danos provocados pela tecnologia.

Regras mais duras e fim de benefícios

Junto com a ordem executiva, o governo estadual apresentou a Estrutura de Responsabilidade para Data Centers. O documento estabelece prioridades como o fim do modelo de aprovação automática de construções, a revisão de incentivos públicos e a aplicação de salvaguardas ambientais.

A aprovação automática vigorou por anos no condado de Loudoun e viabilizava obras em determinados terrenos sem aval prévio detalhado. As diretrizes buscam também evitar que a alta na demanda de eletricidade causada pelos complexos tecnológicos resulte em aumentos nas faturas de energia pagas pelos moradores.

  • Proibição de termos de confidencialidade com servidores públicos estaduais
  • Aceleração de regras sobre emissão de ruído e revisão de geradores de energia de emergência
  • Fim da aprovação automática de projetos sem análise caso a caso
  • Retirada de subsídios estaduais concedidos ao segmento
  • Criação de comitê de inteligência artificial para temas de emprego e privacidade

Cobrança de entidades locais e avanço de outros estados

As iniciativas da gestão estadual receberam manifestações de apoio de organizações ligadas ao meio ambiente, embora lideranças locais defendam medidas mais rígidas, como a interrupção temporária de novas autorizações.

A medida aborda principalmente os padrões para novos data centers e não lida com o que já está construído e em andamento, nem com os impactos contínuos que se acumulam nas comunidades agora.

A decisão de Spanberger reflete um movimento em que governos estaduais dos Estados Unidos assumem a regulamentação sobre infraestrutura e inteligência artificial diante da lentidão em âmbito federal, sob a presidência de Donald Trump e o Congresso. Na mesma semana, a Califórnia reuniu analistas em ordem executiva sobre segurança de inteligência artificial, enquanto Nova York e Texas também adotaram restrições ao ritmo de implantação de novos centros de processamento de dados.

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