Um brasileiro e uma chinesa driblam a caixa-preta da importação e miram fatia dos US$ 38,5 bilhões que o Brasil compra da China
Uma empresária chinesa e um engenheiro de automação, unidos pela mesma história.

Imagem: Radar Startups
Um casal formado por um engenheiro brasileiro radicado na China e uma empresária chinesa construiu, ao longo de quatro anos, um modelo de importação que tira o cliente da caixa-preta: ele sabe quem são os fornecedores, acompanha o processo e entende o que está acontecendo em cada etapa. Com o comércio Brasil - China batendo recorde histórico em 2026, a Sua Fábrica da China aposta em transparência de ponta a ponta e presença física no país para virar referência num mercado em que o cliente muitas vezes perde visibilidade sobre a própria operação.
A Sua Fábrica da China nasceu do encontro entre duas trajetórias que, à primeira vista, pouco tinham em comum. Angela, chinesa, construiu anos de experiência em comércio, negociação e vendas, entendendo por dentro como fábricas e fornecedores do seu país realmente operam. Eric, engenheiro de Controle e Automação e mestre em Eletrônica, morava havia pouco tempo na China quando os dois se conheceram, ele recém-chegado para cursar o mestrado, ela já atuando no comércio local. Além de sócios no negócio, tornaram-se parceiros de vida.
O que uniu os dois não foi só a vida na China, mas uma constatação: empresas brasileiras que queriam importar direto de fábricas chinesas tinham dificuldade em encontrar uma estrutura que reunisse presença física na China, comunicação em português e chinês, transparência e acompanhamento operacional. Da visão comercial de Angela com a formação técnica de Eric nasceu um modelo de operação pensado para tirar a importação da caixa-preta.
O que muda: visibilidade em cada etapa, nada de "confia em mim"
A Sua Fábrica da China não se prende a uma modalidade específica de transporte. A empresa trabalha tanto com container completo quanto com carga compartilhada, dependendo da necessidade de cada cliente, e adapta a operação ao projeto, e não o contrário. Também coordena produtos de várias fábricas e de diferentes origens dentro da China em um mesmo projeto ou embarque, com esses processos correndo em paralelo, sob a mesma operação.
A empresa também não se posiciona como importadora. Quem importa é o próprio cliente, com suporte, orientação e acompanhamento em cada etapa, da pesquisa de fábricas à chegada da mercadoria no Brasil. Despachantes, agentes de carga e outros profissionais seguem fazendo parte da operação, e a empresa trabalha em conjunto com eles. O que ela busca evitar são modelos em que o cliente não sabe exatamente como determinadas decisões foram tomadas ou fica dependente de um intermediário para entender a própria operação.
Presença física: execução no local, não orientação à distância
Parte central do diferencial está na atuação presencial. Quando necessário, a equipe visita fábricas, verifica produtos, acompanha amostras e produção e resolve situações diretamente no local, sem depender de relatos de terceiros ou de comunicação à distância para saber o que está acontecendo com o pedido.
Casos diferentes, um padrão: verificação física e comunicação direta
Nos casos que a empresa lista publicamente, um padrão se repete: amostras enviadas para verificação antes da produção em escala, visita presencial à fábrica quando o projeto exige, e comunicação direta em português com o cliente e em chinês com o fornecedor, sem depender de tradução automática ou de intermediários que filtram informação.
Em um dos casos, um cliente buscava tubos de aço inoxidável cortados a laser para um projeto cuja propriedade intelectual era sensível. A operação envolveu duas rodadas de amostras, medição com paquímetro na base da empresa na China e verificação presencial na fábrica antes do pagamento do saldo. Em outro, um cliente que já havia enfrentado maus intermediários no passado testou a operação com uma importação pequena, via air cargo, antes de escalar o volume, um movimento que a empresa registra como recorrente entre clientes que chegam desconfiados.
Mercado recorde, com espaço para transparência
O momento para o setor é favorável. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as importações brasileiras vindas da China somaram US$ 38,5 bilhões no primeiro semestre de 2026, máxima histórica para o período. A China respondeu por cerca de 26% de tudo que o Brasil importou no intervalo, consolidando a posição de principal parceiro comercial do país.
Apesar do volume, o setor de intermediação para empresas que querem importar direto de fábrica segue fragmentado, e nem sempre o cliente tem clareza sobre como cada processo funciona. É nesse ponto, mais operacional do que tecnológico, que a Sua Fábrica da China concentra sua aposta: um modelo construído em torno da transparência, da execução local e da economia de tempo e dinheiro do cliente, com foco declarado no resultado de quem importa, mais do que em fechar volume próprio de importação.
Base em Nanning, atuação em toda a China
Com sede operacional em Nanning, a empresa trabalha com fornecedores, fábricas e operações em todas as regiões da China, mantendo atendimento em português e presença física para verificações quando o projeto exige.
A estrutura atende desde empresas que nunca importaram e não querem aprender sozinhas, no meio do processo, o que pode dar errado, até companhias que já importam há muitos anos e usam a operação como uma extensão da própria empresa na China, seja para negociação, acompanhamento de fornecedores, inspeções, visitas, consolidação de cargas ou resolução de problemas locais.
Sua Fábrica da China é uma marca registrada de titularidade da Objetivo 568 Ltda., com registro concedido pelo INPI.
Acesse: https://suafabricadachina.com.br/