TIVIT reserva R$ 1 bilhão para aquisições e mira verticais de indústria
Empresa avalia 15 alvos técnicos na América Latina após mapear centenas de nomes e financiará transações com caixa próprio

Imagem ilustrativa
A TIVIT reservou até R$ 1 bilhão para retomar sua agenda de fusões e aquisições na América Latina. O plano marca o primeiro movimento estruturado de compras da integradora brasileira desde sua venda para o grupo italiano Almaviva, realizada há quatorze meses, e prevê o financiamento total com caixa próprio, sem aporte da controladora e sem emissão de dívida.
A tese de investimento atual abandona a compra de serviços redundantes em infraestrutura para focar companhias donas de software e hardware proprietários. O objetivo é estabelecer frentes de negócios segmentadas por setor de atuação. Foram definidas seis frentes prioritárias: Governo, Setor Financeiro, Saúde, Utilities, Manufatura e uma última vertical ainda em definição.
Muitas vezes as empresas que a gente conversava eram empresas similares, de certa forma, ao portfólio que a TIVIT já tinha. O que mudou foi o pedido do cliente.
Filtro regional e auditoria técnica
O levantamento inicial da companhia mapeou mais de 600 empresas na América Latina. Desse total, 308 foram pré-selecionadas pelo nível de maturidade da solução e 75 fundadores foram entrevistados. Atualmente, 15 negócios avançaram para a etapa de auditoria e análise de arquitetura técnica, processo tocado em conjunto com a divisão global da Almaviva.
A procura tem como alvo empresas com faturamento anual situado entre R$ 20 milhões e R$ 200 milhões. A abrangência territorial cobre os seis países em que a empresa mantém presença operacional: Brasil, Chile, Colômbia, Peru, Argentina e México. Os recursos do caixa serão distribuídos entre essas geografias, utilizando a operação brasileira como base para impulsionar a presença do grupo italiano na região.
Horizonte dos acordos e desempenho financeiro
Apesar do apetite, a companhia descarta pressa para assinar contratos. A perspectiva é que a primeira transação seja finalizada em 2027, mantendo critérios técnicos rigorosos para aquisição de produtos com aplicação prática direta nos setores atendidos.
Temos pretensão de fazer deal em 2026, mas a gente não tem pressa para fazer. Eu acredito de verdade que o primeiro deal provavelmente vai acontecer agora em 2027. O nosso objetivo é menos quantidade, mais assertividade.
A última aquisição da TIVIT ocorreu em 2022, com a compra da chilena XMS. No último ano, a receita líquida da integradora alcançou R$ 2,2 bilhões, crescimento de 12% em comparação ao exercício anterior, sendo 30% da faturação originada nas subsidiárias de língua espanhola. A base corporativa ultrapassa 800 clientes, sustentada principalmente por demandas de transformação digital e segurança cibernética.