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Telescópio capta ondas de rádio do exoplaneta Beta Pictoris b a 63 anos-luz da Terra

Sinais detectados pelo radiotelescópio MeerKAT sugerem a presença inédita de um campo magnético fora do Sistema Solar.

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Redação 10 de outubro de 2026, 17h012 min de leitura
Telescópio capta ondas de rádio do exoplaneta Beta Pictoris b a 63 anos-luz da Terra

Imagem ilustrativa

Astrônomos registraram a emissão de ondas de rádio vindas do planeta Beta Pictoris b, localizado a 63 anos-luz da Terra. A captação foi realizada por meio do radiotelescópio MeerKAT, estrutura instalada na África do Sul com 64 antenas. Os pesquisadores associam a emissão a uma aurora gerada por um campo magnético ao redor do corpo celeste, no que pode se configurar como a primeira detecção confirmada desse fenômeno em um exoplaneta.

Captação de sinais e o papel do radiotelescópio MeerKAT

O registro inicial ocorreu na transição entre o final de 2025 e o início de 2026. Kevin Ortiz Ceballos, estudante vinculado ao Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, conduziu os trabalhos ao lado de uma equipe científica para rastrear sinais espaciais com o complexo sul-africano. Ao identificarem variações atípicas na região de Beta Pictoris b, os cientistas solicitaram suporte operacional local para orientar as antenas de forma direta ao alvo.

O direcionamento dos instrumentos confirmou leituras intensas vindas do planeta, indicando dinâmicas magnéticas fora dos padrões rotineiros de observação.

atividade magnética muito forte

Relevância para a habitabilidade e estrutura interna

Campos magnéticos representam um dos elementos centrais nas análises sobre viabilidade de vida fora da Terra. Essas barreiras protegem a camada atmosférica contra a radiação estelar externa, preservando condições ambientais estáveis. No caso terrestre, essa blindagem impede a degradação da atmosfera pela ação solar direta.

A identificação dessas forças em Beta Pictoris b também abre caminhos para compreender o interior do planeta. Estruturas magnéticas dessa natureza costumam ser produzidas pela rotação do núcleo planetário, apontando mecanismos geológicos e físicos ativos no corpo celeste.

Próximas fases da pesquisa científica

O estudo preliminar com os dados obtidos foi disponibilizado em setembro em uma plataforma aberta de publicações científicas, etapa prévia à avaliação por pares (peer review). A partir do apontamento fixado nas antenas, o cronograma científico inclui certificar a origem exata das transmissões no campo magnético para, em seguida, quantificar as condições de habitabilidade do planeta.

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