Suíça elea Foundation estreia no Brasil com investimento na HRTech Leapy
Aporte se soma à rodada seed de R$ 12 milhões da startup e visa acelerar a formação corporativa de jovens em vulnerabilidade.

Imagem: Divulgação/Leapy
A organização suíça elea Foundation for Ethics in Globalization realizou seu primeiro aporte financeiro no mercado brasileiro ao investir na Leapy, HRTech voltada ao desenvolvimento e inclusão profissional de jovens. O valor exato da transação não foi revelado, mas a quantia se integra à extensão da rodada seed de R$ 12 milhões captada pela startup no segundo semestre de 2025, operação que teve liderança do fundo de venture capital Astella.
Com escritórios operacionais em Zurique, Joanesburgo e Cidade do México, a elea Foundation atua no segmento de investimento de impacto filantrópico. A chegada ao negócio brasileiro está alinhada à tese de desenvolvimento de habilidades para empregabilidade, uma das diretrizes globais da entidade destinadas a combater a pobreza por meio da inserção econômica sustentável.
Destinação do capital e expansão da plataforma
O plano de aplicação dos novos recursos contempla o aperfeiçoamento da infraestrutura tecnológica da plataforma da Leapy, a ampliação da equipe dedicada ao suporte e atendimento a clientes corporativos e o reforço nas táticas de expansão comercial. A edtech foca o treinamento em competências digitais e ferramentas de inteligência artificial para conectar pessoas em situação de vulnerabilidade social a vagas corporativas formais.
A elea já provou, em mercados emergentes, que negócios de alto impacto social podem ser construídos com a mesma disciplina e ambição de crescimento de grandes negócios tradicionais.
Segundo Daniel Almeida, cofundador da Leapy, o objetivo operacional da companhia consiste em preparar os jovens para posições de maior valor agregado, atacando diretamente a escassez crônica de talentos nas empresas e estimulando a elevação da renda em lares vulneráveis.
Métricas de efetivação e impacto em grandes corporações
A edtech utiliza recursos de inteligência artificial combinados à análise de dados em tempo real para acompanhar a evolução dos alunos e ampliar os índices de efetivação nos programas corporativos de aprendizagem. Um levantamento interno realizado pela startup entre dezembro de 2024 e junho de 2025, com mais de 130 jovens avaliados, apontou que o ingresso no programa eleva em média 33% o rendimento financeiro familiar, proporção que alcança 129% quando há contratação efetiva.
A Leapy demonstra o que é um bom investimento no Brasil: ela resolve um problema real para os empregadores e oferece a jovens de grupos sub-representados uma oportunidade concreta de acesso ao emprego formal.
De acordo com Tina Ruchti, diretora executiva e responsável pelas operações da elea na América Latina, a investidora enxerga oportunidades futuras de expansão no ecossistema local em áreas voltadas à agricultura, bioeconomia e iniciativas de base comunitária. Atualmente, a base de clientes atendida pela Leapy reúne companhias de grande porte e empresas de tecnologia como Nubank, iFood, Shopee, Vivo, Votorantim e RD Saúde.