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Petra Power desenvolve células de combustível para data centers e setor de defesa

Startup projeta primeira implantação para 2028, foca em infraestrutura de IA e acumula quase US$ 9 milhões em contratos com o governo americano.

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Redação 11 de outubro de 2026, 12h022 min de leitura
Petra Power desenvolve células de combustível para data centers e setor de defesa

Imagem: Divulgação/Petra Power

A Petra Power desenvolve células de combustível de óxido sólido voltadas para o fornecimento de eletricidade a data centers e veículos terrestres de defesa. Fundada em 2017, a startup norte-americana busca atender à crescente demanda energética impulsionada por cargas de trabalho de inteligência artificial por meio de dispositivos cerâmicos que transformam insumos, como gás natural, em eletricidade sem passar por combustão.

Diferente de geradores térmicos convencionais, a tecnologia extrai elétrons diretamente do combustível químico. O processo elimina etapas intermediárias de queima, expansão térmica e acionamento mecânico, resultando em menor perda energética, redução no consumo de insumos e queda nas emissões associadas, além de ocupar um espaço físico reduzido por ser mais leve e compacta, segundo o fundador da companhia, Aaron Goodman.

A combustão pega o combustível e cria explosões. Essas explosões geram calor. Esse calor cria movimento. O movimento aciona uma força eletromotriz, que eventualmente gera eletricidade. São muitas etapas, e todas têm tanta perda que você acaba com um sistema realmente ineficiente. O que as células de combustível fazem é retirar os elétrons diretamente do combustível, então elas retiram os elétrons do combustível, o que cria eletricidade. É uma etapa, sem perdas e, posteriormente, em teoria, pelo menos, são muito, muito mais eficientes, afirmou Aaron Goodman.

Foco em data centers e cronograma operacional

O modelo de negócios da Petra Power está estruturado em dois segmentos principais: infraestrutura de computação em nuvem e contratos governamentais. No mercado corporativo, o foco inicial se concentra em chamadas 'neoclouds' e fornecedores de infraestrutura que operam em camadas abaixo dos grandes operadores globais de nuvem.

A empresa prevê realizar as primeiras implementações comerciais em data centers a partir de 2028, mirando o início da fabricação em escala industrial para 2029. Embora mantenha conversas contínuas com empresas hiperescaladoras devido ao alto consumo de energia em instalações de inteligência artificial, ainda não existem compromissos formais ou acordos definitivos assinados com essas companhias.

Os hiperescaladores são um perfil ideal de cliente para nós, e conversamos muito com eles, mas ainda não temos nada firme com eles. Ainda estamos trabalhando nessa direção. Obviamente, eles são os maiores consumidores de energia. Eles são aqueles com quem podemos causar o maior impacto, então é para onde gostaríamos de ir, explicou Aaron Goodman.

Aplicações de defesa e estrutura da operação

No setor público, a Petra Power direciona o produto para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, acumulando quase US$ 9 milhões em contratos recebidos até o momento. A proposta é empregar as células cerâmicas para fornecer energia auxiliar a veículos terrestres, garantindo o funcionamento contínuo de equipamentos eletrônicos embarcados quando o motor principal estiver desligado.

A aplicação prática do produto em veículos militares ainda não ocorreu em operações reais, encontrando-se atualmente em fase de validação e testes técnicos enquanto as autoridades decidem sobre a adoção. A startup opera atualmente com um quadro enxuto de cerca de 15 funcionários, mantendo a expectativa de expandir a operação e o volume de contratos com o setor público e privado nos próximos anos.

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