OpenAI lança marca d'água invisível no ChatGPT e no Codex para a União Europeia
Batizada de textGrain, a ferramenta atende exigências do bloco econômico e será opcional para clientes de API no restante do mundo

Imagem ilustrativa
A OpenAI iniciou a implementação de uma marca d'água invisível e legível por máquinas para textos gerados no ChatGPT e no Codex. A novidade, contudo, contempla apenas usuários da União Europeia neste primeiro momento e não funcionará como padrão global de forma imediata.
Batizada de textGrain, a tecnologia foi desenvolvida para atender às exigências regulatórias impostas pelo AI Act europeu, movimento similar ao adotado pela concorrente Anthropic em agosto. Segundo a desenvolvedora, a solução igualou ou superou o desempenho de modelos concorrentes, a exemplo do SynthID para texto, concebido pela Google DeepMind e também utilizado como base pela própria Anthropic.
Desempenho técnico e limites da detecção
Testes de referência de inteligência artificial divulgados pela OpenAI indicam que a inserção da marca d'água não degrada a qualidade das respostas, mantendo pontuações similares entre conteúdos marcados e versões sem a proteção.
Apesar do recurso técnico, a OpenAI ressalta que o textGrain não assegura uma identificação infalível. A organização afirma expressamente que a marcação não verifica a exatidão das informações, não estabelece quem detém a propriedade do material, não quantifica o nível de contribuição humana e tampouco atesta a autoria de uma pessoa física sobre a produção.
Disponibilidade na API e acesso a pesquisadores
O cronograma de liberação prevê a inclusão do mecanismo nas próximas semanas para assinantes elegíveis de todos os planos do ChatGPT e Codex situados no território europeu. A decisão de restringir o lançamento à região visa colher aprendizados com o uso prático antes de qualquer expansão mais ampla.
Para clientes corporativos da interface de programação de aplicações (API), a marca d'água passa a operar em caráter opcional globalmente em modelos selecionados, permitindo que cada negócio ajuste a geração às suas próprias regras de conformidade. A companhia também atua junto a parceiros de computação em nuvem para viabilizar o recurso em serviços externos nas próximas semanas.
Já a ferramenta de detecção não será aberta ao público geral, sob a justificativa de evitar danos decorrentes de falsos positivos ou marcas ignoradas. O acesso ao detector depende de aprovação caso a caso, restrito a pesquisadores e entidades especializadas, identificando apenas a presença da marca da OpenAI sem expor dados pessoais, comandos ou o histórico das conversas dos usuários.