Google prepara lançamento antecipado do Gemini 4 para disputar liderança em inteligência artificial
Em fase de refinamento, novo modelo de ponta visa recuperar terreno frente aos rivais após hiato de grandes lançamentos desde novembro de 2025.

Foto: Maurizio Pesce from Milan, Italia / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O Google está nos estágios finais de preparação para o lançamento do Gemini 4, seu próximo modelo de ponta em inteligência artificial. A tecnologia entrou na etapa de refinamento e a meta interna prevê a estreia no mercado muito antes do fim de 2026. A movimentação marca a tentativa da companhia de restabelecer um cronograma regular de grandes novidades técnicas.
A condução dos trabalhos ocorre sob a liderança de Koray Kavukcuoglu na divisão DeepMind. O executivo assumiu o comando após Demis Hassabis deixar o cargo em agosto, período em que já haviam sido sinalizados avanços significativos no desenvolvimento da nova geração.
Nossa intenção é, assim — o mais rápido possível — liberar uma versão inicial pós-treinamento porque vemos os resultados e estamos empolgados.
Atraso operacional e concorrência direta
O Google enfrenta um período de defasagem competitiva nos sistemas de grande porte. A companhia não coloca no mercado um modelo principal inédito desde novembro de 2025, época de estreia da família Gemini 3. Durante esse intervalo, a OpenAI apresentou o GPT-6 e a Anthropic colocou em operação os modelos da linha Mythos. Ambas as tecnologias superaram as métricas do Gemini 3 e garantiram vantagem aos concorrentes na corrida do setor.
Havia uma expectativa de redução dessa distância em meados do ano. Em maio, durante o evento I/O, o presidente-executivo do Google, Sundar Pichai, prometeu uma atualização relevante com a chegada do Gemini 3.5 Pro prevista para junho. O pacote, contudo, nunca chegou ao público.
Mudança temporária de foco estratégico
A ausência do Gemini 3.5 Pro decorreu de uma alteração pontual nas prioridades do laboratório de inteligência artificial. A organização optou por frear a entrega de sistemas maiores para concentrar esforços em versões Flash, focadas em maior velocidade operacional, ainda que tragam menor capacidade de processamento total.
Apesar do intervalo sem entregas de grande porte e da pressão gerada pelas soluções rivais mais recentes, a liderança da divisão descarta preocupações duradouras sobre a relevância técnica da empresa no segmento.
Na minha cabeça, é uma certeza de que estaremos sempre na fronteira.