Barte mira liderança em IA para times financeiros e avança em infraestrutura
Fundada há cinco anos, a fintech já processou pagamentos para mais de 10% dos adultos no Brasil e adota engenheiros dedicados nos clientes.

Imagem: Divulgação/Barte
A Barte definiu como meta para os próximos 12 a 18 meses a consolidação de sua liderança no desenvolvimento de inteligência artificial para setores financeiros de empresas, ao mesmo tempo em que avança no mercado nacional de meios de pagamento. Criada há cerca de cinco anos por Raphael Dyxklay e Caetano Lacerda, a fintech direciona seus produtos a médias e grandes corporações e alcançou a marca de transações processadas para mais de 10% dos adultos do Brasil.
A proposta inicial da companhia já previa uma atuação de ponta a ponta na rotina financeira, embora os primeiros testes com crédito e ferramentas de gestão tenham ocorrido em paralelo ao avanço na área de pagamentos. Com o desenvolvimento de sistemas de IA e recursos agênticos no último ano, o negócio passou a absorver fluxos operacionais de departamentos corporativos e conectar bases de dados para embasar decisões executivas.
Engenheiros embarcados na estrutura do cliente
Como ainda inexiste no mercado um modelo pré-configurado capaz de assumir de forma automatizada todas as atribuições dos diretores financeiros, a Barte recorreu à estratégia de alocar especialistas internamente nas organizações contratantes. Pelo método de Forward Deployed Engineer, esses profissionais trabalham diretamente integrados aos gestores para parametrizar a infraestrutura e criar rotinas automatizadas.
Atualmente, o mercado ainda não possui um produto plug and play que automatize completamente a operação do CFO. Por isso, adotamos o modelo de Forward Deployed Engineer, embarcando especialistas dentro dos times dos clientes para atuarem como o braço direito do gestor.
Dyxklay destaca que a própria gestão da Barte funciona sob rotinas intensivas de inteligência artificial para preservar a visão global das operações durante a expansão. O executivo, que teve passagens por startups como Creditas, Loft e Olist antes de fundar a fintech, afirma recorrer à tecnologia para reter profundidade analítica em um nível equivalente a quando a equipe contava com apenas 15 colaboradores.
Disciplina financeira e visão institucional
Do ponto de vista financeiro, a operação atingiu rentabilidade precoce e costuma alternar fases de investimento do próprio caixa com períodos de foco no lucro. Dyxklay afirma que a empresa se mantém aberta a novos aportes e trata o capital de risco como ferramenta de suporte em ciclos específicos de mercado, enquanto aposta na tração orgânica gerada pela entrega do produto a clientes de grande porte.
Atingimos a lucratividade cedo e, desde então, operamos alternando entre aceleração de crescimento utilizando caixa para investimentos e períodos de rentabilidade. Mantemos um ritmo agressivo de crescimento e encaramos o capital de risco como uma ferramenta estratégica.
A fintech baseia sua gestão interna em intensidade e pensamento independente, com foco no raciocínio por primeiros princípios para evitar a reprodução mecânica de modelos prévios de trabalho. Os fundadores preveem manter a condução do negócio a longo prazo e pretendem transformar rotinas corporativas tradicionais com maior autonomia dos profissionais e superação de planos de carreira rígidos.