Ataques em Riad provocam desistência de CEOs globais de petróleo em cúpula saudita
Ofensivas reivindicadas por rebeldes Houthis deixaram 13 mortos e atingiram a sede da Saudi Aramco, esvaziando a presença presencial de líderes no World Petroleum Congress.

Imagem: Divulgação/Saudi Aramco
A realização do World Petroleum Congress em Riad foi marcada pela desistência em série de líderes corporativos globais após uma sequência de ataques reivindicados por rebeldes Houthis, do Iêmen. As ações armadas atingiram o aeroporto da capital saudita, deixando pelo menos 13 mortos e mais de 300 feridos, além de provocar o cancelamento de voos comerciais e elevar a tensão em torno da infraestrutura do país.
Apesar do cenário de instabilidade, a programação do evento, marcada para ocorrer entre 11 e 15 de outubro com representantes de mais de 100 países, seguiu confirmada pelo governo local. O ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou publicamente que o reino não cederia à insegurança durante a abertura dos painéis.
A palavra 'medo' não existe no dicionário saudita.
Cancelamentos no alto escalão da indústria de energia
A reação imediata do setor privado contrariou as garantias das autoridades anfitriãs. Os presidentes executivos da ExxonMobil, Shell, BP e TotalEnergies cancelaram suas idas a Riad. Paralelamente, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, transferiu sua participação presencial para uma intervenção por videoconferência.
O quadro de segurança se deteriorou após novos bombardeios atingirem a sede corporativa da Saudi Aramco. A instalação registrou danos materiais e um princípio de incêndio, enquanto porta-vozes do movimento rebelde afirmaram que as ofensivas continuarão mirando terminais aéreos e estruturas operacionais de energia em território saudita.
As hostilidades ganharam força após a Arábia Saudita retomar operações militares no Iêmen ao lado do governo local para deter avanços rebeldes na região do Estreito de Bab el-Mandeb, ponto estratégico para a navegação global alternativo ao Estreito de Ormuz, que se soma a episódios anteriores de ataques contra embarcações no Mar Vermelho.
Impactos sobre a estratégia de atração internacional
A crise atinge o plano Vision 2030, arquitetado pelo príncipe herdeiro Mohammad bin Salman para diversificar as fontes de receita do país e transformar a economia nacional em um polo de eventos internacionais de inovação e desenvolvimento corporativo. O congresso petrolífero, realizado a cada três anos desde os anos 1930, acontecia pela primeira vez no reino.
O governo confirmou a realização das próximas iniciativas do calendário oficial, incluindo a décima edição do Future Investment Initiative entre 26 e 29 de outubro. O evento tem confirmações na programação de executivos de grandes conglomerados financeiros globais:
- JP Morgan
- Goldman Sachs
- Citi
- HSBC
- BlackRock