a16z lidera aporte de US$ 42 milhões para lançar escola de tecnologia sem diploma
Batizada de Horowitz Andreessen Academy, a instituição terá turmas de 50 alunos, parceria com gigantes como Google e OpenAI e atuação prática em empresas de tecnologia.

Foto: Joi / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A gestora de venture capital Andreessen Horowitz (a16z) estruturou uma iniciativa educacional voltada para preparar jovens para atuar em startups do Vale do Silício. Batizada de Horowitz Andreessen Academy, a instituição iniciará as atividades apoiada por uma captação de US$ 42 milhões liderada pela própria gestora e por parcerias diretas com dez grandes empresas de tecnologia.
Entre as companhias parceiras confirmadas estão Anduril, Anthropic, Coinbase, Google, Meta, Nvidia, OpenAI, Palantir, Replit e Stripe. A proposta do programa visa conectar os participantes diretamente com essas organizações por meio de co-ops, modelos em que os matriculados assumem funções práticas dentro das operações corporativas ao longo da formação.
Estrutura sem notas e imersão corporativa
A instituição foi idealizada com um modelo de ensino que dispensa os moldes tradicionais do ensino superior: não há notas, provas, lições de casa nem emissão de diplomas ou acreditações formais. A grade curricular prevê aulas curtas ministradas por lideranças do ecossistema de tecnologia, incluindo nomes como o diretor executivo da OpenAI, Sam Altman.
Com foco principalmente em recém-formados no ensino médio, a primeira turma terá início no outono de 2027 e ofertará 50 vagas totalmente gratuitas. Para realizar o treinamento de um ano, os estudantes selecionados deverão se mudar para São Francisco e arcar com as próprias despesas de moradia na cidade californiana.
Benefícios e incentivos aos alunos
Para viabilizar os projetos desenvolvidos pelos estudantes durante o ano de formação, a a16z concederá incentivos financeiros diretos aos participantes aceitos na seleção:
- Mais de US$ 50 mil em créditos para capacidade computacional.
- Orçamento de US$ 5 mil dedicado a viagens e despesas de pesquisa.
A criação do projeto ocorre em meio a posicionamentos públicos críticos dos fundadores da gestora, Marc Andreessen e Ben Horowitz, em relação ao modelo das universidades norte-americanas. A proposta junta-se a outras movimentações de lideranças do setor, como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos, que também direcionaram capital privado para iniciativas próprias de educação.